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TI-59
Aproveitamento
de energia solar (para TI-59
C)
INTRODUÇÃO
O
seguinte conjunto de programas está relacionado com o cálculo de
instalações de aproveitamento de energia solar, essencialmente por via
térmica e para aquecimento de águas.
Trata-se de programas relativos a um assunto com alguma vertente técnica,
utilizados com êxito na antiga calculadora TI-59 e cuja retoma de
operacionalidade poderá cativar outros utilizadores pela actualidade e
pelo interesse do tema.
ÁREA
DE CAPTAÇÃO - AQUECIMENTO DE ÁGUAS
DESCRIÇÃO
Este
programa calcula a área de captação para uma contribuição de 100 %
da energia solar num determinado mês em sistemas de aquecimento de águas.
CONSIDERAÇÕES
Em
sistemas de aproveitamento de energia solar por via térmica para
aquecimento de águas, a área de captação é um importante elemento
do projecto.
Independentemente de outras considerações que possam ser feitas,
dimensionar o sistema de modo a não haver excesso de captação no mês
de maior radiação solar disponível (Junho, em princípio) constitui
uma primeira medida adequada do ponto de vista técnico e económico.
DADOS A INTRODUZIR
É
suposto conhecerem-se os seguintes dados:
- Latitude do lugar (grau);
- Temperatura ambiente exterior (ºC);
- Mês escolhido como crítico (número do mês, de 1 a 12);
- Temperatura da água fria (ºC);
- Consumo diário de água quente (Litro/dia);
- Temperatura de distribuição da água quente (ºC);
- Azimute dos colectores (grau; 0 a Sul, >0 a nascente);
- Inclinação dos colectores (grau);
- Rendimento dos colectores (valores típicos entre A=0,75 B=7 para
colector de vidro simples e A=0,65 B=4 para colector selectivo);
- Coeficientes de perturbação e transparência atmosférica (valores típicos
entre A=0,87 B=0,17 para ambiente puro e A=0,91 B=0,43 para zona
industrial);
- Albedo do solo em redor da instalação (valor típico entre 0,13 para
alcatrão e 0,75 para neve);
- Número estatístico de horas de Sol no mês escolhido e latitude da
estação meteorológica responsável pela informação ou, em
alternativa, a fracção de insolação correspondente.
RESULTADO DO CÁLCULO
O
valor é calculado em m2.
DIMENSIONAMENTO
DOS PERMUTADORES
DESCRIÇÃO
Este
programa calcula a máxima potência expectável para transferência em
permutadores de calor associados a sistemas de captação de energia
solar.
CONSIDERAÇÕES
Em
alguns sistemas de aproveitamento de energia solar por via térmica o
aquecimento é indirecto, ou seja, o fluido a aquecer para utilização
está separado do fluido aquecido nos colectores pelo que se torna
necessário um permutador de calor entre o fluido primário e o fluido
secundário.
Um dado importante para a escolha adequada do permutador é a potência
que ele deve ser capaz de transferir nas condições de trabalho
impostas como limite.
Por exemplo, numa piscina, poderá ser imposto que o permutador de calor
deva transferir a máxima energia captável nas seguintes condições
diferenciais extremas:
Primário (fluido do lado dos colectores) - entrada a 35 ºC / saída a
25 ºC
Secundário (água da piscina) - entrada a 23 ºC / saída a 25 ºC.
DADOS A INTRODUZIR
É
suposto conhecerem-se os seguintes dados:
- Latitude do lugar (grau);
- Temperatura ambiente exterior (ºC);
- Mês escolhido como crítico (número do mês, de 1 a 12);
- Temperatura média de circulação do fluido primário (ºC);
- Azimute dos colectores (grau; 0 a Sul, >0 a nascente);
- Inclinação dos colectores (grau);
- Rendimento dos colectores (valores típicos entre A=0,75 B=7 para
colector de vidro simples e A=0,65 B=4 para colector selectivo);
- Coeficientes de perturbação e transparência atmosférica (valores típicos
entre A=0,87 B=0,17 para ambiente puro e A=0,91 B=0,43 para zona
industrial);
- Albedo do solo em redor da instalação (valor típico entre 0,13 para
alcatrão e 0,75 para neve).
RESULTADO DO CÁLCULO
O
valor é calculado em W (por m2 de área de captação) às 12:30 h no
dia 15 do mês escolhido (Junho, em princípio) com o Sol completamente
descoberto, sendo assumido como uma boa aproximação à máxima energia
captável desde que a posição de montagem dos colectores não se
afaste muito das condições optimizadas.
DIMENSIONAMENTO
DAS BOMBAS CIRCULADORAS
DESCRIÇÃO
Este programa calcula o caudal a exigir às bombas circuladoras de
fluidos em sistemas de captação de energia solar com circulação forçada.
CONSIDERAÇÕES
Em alguns sistemas de aproveitamento de energia solar por via térmica a
circulação é forçada, ou seja, o fluido aquecido nos colectores é
forçado por bombas circuladoras a transferir-se (ou a transferir a
energia captada) para o depósito acumulador que serve a utilização.
Um dado importante para a escolha adequada das bombas circuladoras é o
caudal que devem ser capazes de impulsionar nas condições de trabalho
impostas como mais críticas.
Por exemplo, numa piscina, poderá ser imposto que as duas bombas
circuladoras de um sistema de aquecimento indirecto e circulação forçada
devam garantir caudais de circulação que conduzam às seguintes condições
diferenciais extremas:
Primário (fluido do lado dos colectores) - entrada a 35 ºC / saída a
25 ºC
Secundário (água da piscina) - entrada a 23 ºC / saída a 25 ºC
DADOS A INTRODUZIR
É suposto conhecerem-se os seguintes dados:
- Área de captação dos colectores solares (m2);
- Potência térmica a transitar (W/m2);
- Calor específico do fluido (Wh/ºC.L);
- Diferencial de temperatura admitido (ºC).
RESULTADO DO CÁLCULO
O valor é calculado em Litros por hora (L/h).
OBSERVAÇÕES
Independentemente de ser ou não necessário qualquer permutador, este
programa está pensado para utilização na sequência do programa para
dimensionamento dos permutadores usando o valor calculado da máxima potência
captável e conduzindo aos caudais a exigir às bombas circuladoras
nesta situação limite.
MONTAGEM
DOS COLECTORES SOLARES
DESCRIÇÃO
Este
programa fornece a posição de montagem dos colectores em telhados não
virados exactamente a Sul (virados para o Sol no hemisfério norte).
CONSIDERAÇÕES
Para
o aproveitamento da energia solar no hemisfério norte, os colectores são
virados a Sul e inclinados estrategicamente para a melhor captação da
radiação (por exemplo 35 grau).
Para a sua montagem, seriam desejáveis telhados também virados a Sul e
com a mesma inclinação.
Quando tal não acontece podemos optar por orientações e inclinações
diferentes das ideais (para que os colectores fiquem 'colados' aos
telhados), ou podemos optar pelas condições ideais (para obtenção da
melhor captação energética) assumindo montagens 'não coladas'. O
presente cálculo trata a 2ª opção.
No caso de telhado virado a Sul mas pouco inclinado (por exemplo 20
grau), basta 'levantar' o topo superior dos colectores (ficando estes,
no exemplo, inclinados 35 - 20 = 15 grau relativamente ao telhado)
mantendo o topo inferior horizontal e encostado ao telhado.
No caso de telhado não virado a Sul, a montagem ficará 'enviesada'
sendo necessário definir a posição do topo inferior dos colectores no
telhado e o levantamento superior relativamente ao plano do telhado.
DADOS A INTRODUZIR
É
suposto conhecer-se a inclinação pretendida para os colectores, a
inclinação do telhado e o azimute do telhado (orientação do telhado
relativamente a Sul).
RESULTADOS DO CÁLCULO
-
Ângulo formado entre a linha de contacto do bordo inferior dos
colectores com o telhado e a linha de maior declive do telhado (linha do
'correr das telhas').
- Inclinação do plano dos colectores relativamente ao plano do
telhado.
OBSERVAÇÕES
Tratando-se
de condições físicas de montagem, é conveniente uma análise crítica
prévia dos dados e uma análise crítica dos resultados matemáticos do
cálculo, em particular fora dos seguintes domínios:
- Inclinação dos colectores ] 0 º ; 90 º [
- Inclinação do telhado ] 0 º ; 90 º [
- Azimute do telhado ] -90 º ; 90 º [
No caso do hemisfério sul o cálculo é igualmente possível
considerando Norte em vez de Sul.
PORMENORES
TÉCNICOS
O
conjunto de programas é composto pelos seguintes ficheiros:
- 'Leia-me.txt' - Um texto explicativo semelhante ao presente;
- '*.t59' - Programas em formato entendível pelo emulador TI-59C da
Gemtree;
- '*CZ.txt' - Descrições que o emulador coloca ao lado da calculadora;
- '*.bmp' - Desenhos associados às descrições.
Para facilidade de acesso, os ficheiros devem ser colocados numa pasta
junto a outros programas da TI-59C.
Alguns destes programas não podem ser carregados na TI-59 devido à
actual extensão resultado de melhor desenvolvimento para impressão.
Mediante contacto para jpproenca@netc.pt
poderão ser facultados elementos de pormenor sobre o fundamento e
arquitectura dos programas ou versões originais para a TI-59.
Clique aqui para o 'download' (ficheiro .zip de
11 KB).
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